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O EStrangeiro, Liberdade da Escrita

Ao ler um livro como O Estrageiro  de Albert Camus,  senti um grande choque emocional, eis um trecho do wikipedia para contextualizar minha profunda admiração, um texto totalmente pretencioso e filosofico, sem aquela preocupação com o Leitor.

“Hoje mamã morreu. Ou talvez ontem, não sei. Recebi um telegrama do asilo: “Mãe morta. Enterro amanhã. Sinceros sentimentos.” Isso não quer dizer nada. Talvez tenha sido ontem.”
— Parágrafo inicial

O romance conta a história de um narrador personagem, Meursault, um homem vivente que então comete um assassinato e é julgado por esse ato. A ação desenrola-se na Argélia na época em que ainda era colônia francesa, país onde Camus viveu grande parte da sua vida.
A narrativa começa com o recebimento de um telegrama por Mersault, o protagonista, comunicando o falecimento de sua mãe, que seria enterrada no dia seguinte. Ele viaja então ao asilo onde ela morava e comparece à cerimônia fúnebre, sem, no entanto, expressar quaisquer emoções, não sendo praticamente afetado pelo acontecimento. O romance prossegue, documentando os acontecimentos seguintes na vida de Meursault que forma uma amizade com um dos seus vizinhos, Raymond Sintès, um conhecido proxeneta. Ele ajuda Raymond a livrar-se de uma de suas amantes árabes. Mais tarde, os dois se confrontam com o irmão da mulher (“o árabe”) em uma praia e Raymond sai ferido depois de uma briga com facas. Depois disso, Meursault volta à praia e, em um delírio induzido pelo calor e pela luz forte do sol, atira uma vez no árabe causando sua morte e depois dá mais quatro tiros no corpo já morto.
Durante o julgamento a acusação concentra-se no fato de Meursault não conseguir ou não ter vontade de chorar no funeral da sua mãe. O homicídio do árabe é aparentemente menos importante do que o fato de Meursault ser ou não capaz de sentir remorsos; o argumento é que, se Meursault é incapaz de sentir remorsos, deve ser considerado um misantropo perigoso e consequentemente executado para prevenir que repita os seus crimes, tornando-o também num exemplo.
Quando o romance chega ao final, Meursault encontra o capelão da prisão e fica irritado com sua insistência para que ele se volte a Deus. A história chega ao fim com Meursault reconhecendo a indiferença do universo em relação à humanidade. As linhas finais ecoam essa idéia que ele agora toma como verdadeira:
Como se essa grande cólera tivesse lavado de mim o mal, esvaziado de esperança, diante dessa noite carregada de signos e estrelas, eu me abria pela primeira vez à terna indiferença do mundo. Ao percebê-la tão parecida a mim mesmo, tão fraternal, enfim, eu senti que havia sido feliz e que eu era feliz mais uma vez. Para que tudo fosse consumado, para que eu me sentisse menos só, restava-me apenas desejar que houvesse muitos espectadores no dia de minha execução e que eles me recebessem com gritos de ódio.

Começei a ler este livro a pedido do meu professor, no começo confesso:odiei. Mas depois percebi a riqueza da critica, seguindo os passos de Antonio Candido já que a sociedade influencia a obra, fui mais a fundo do texto e lá encontrei o autor e suas ideias.

Apesar de rejeitar o rótulo de existencialista, Camus foi influenciado, ao escrever o romance, pelas idéias de Jean-Paul Sartre e Martin Heidegger. Camus e Sartre em particular haviam se envolvido na resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial e foram amigos até que diferenças em posições políticas os levaram ao rompimento.
No limite, Camus apresenta o mundo como essencialmente sem sentido e assim, a única forma de chegar a um significado ou propósito é criar um por si mesmo. Assim, é o indivíduo e não o ato que dá significado a um dado contexto. a palvra que o resume é o Absurdo para alguns entretanto para mim é a  Liberdade.

  1. Takeo
    13/03/2010 às 6:12

    Concordo com o Rick mas Kel eu queria que se aprofundasse na ideia da influencia da sociedade sobre a obra. Podia expandir sua linha de raciocinio, por favor.Abraços

  2. Rick
    13/03/2010 às 6:07

    Nossa eu sou suspeito pra falar mas este é um dos melhores livros porque representa o vazio do homem, observando nos mesmo muitas vezes vemos que somos tão frio e tão imprecissos em nossos sentimentos, o personagem não tem sonhos nem expectativas e nem Deus, tornou-se prisioneiro de si mesmo… muito bom se tiver uma visão critica aguçada.

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